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segunda-feira, 3 de março de 2014

CARNAVAL DIY 2014 - ASSISTINDO "AZUL É A COR MAIS QUENTE"

Olá príncipe ou princesa,

Como está até agora? Aqui está tudo bem. Como prometido, vou lhe contar sobre o filme "Azul é a cor mais quente", que assisti no domingo com mô e lhe contei ontem na postagem sobre meu fim de semana.

Azul é a cor mais quente é o nome brasileiro do filme francês La vie d'Adèle. Segundo o site Wikipedia, o filme é um drama, dirigido por Abdellatif Kechiche baseado no romance gráfico Le Bleu est une couleur chaude de Julie Marohganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2013.

Adèle (Adèle Exarchopoulos), é uma garota de 15 anos que vive as dificuldades da adolescência e das descobertas do amor. Passa por experiências, se interessa, gosta e deixa de gostar. Sua história gira em torno das coisas da escola e das conversas que tem com colegas.

Sua vida estava bem mais ou menos até que um dia, na rua, Adèle se depara com aquela criatura de cabelo azul, e ao cruzar de seus olhos, ela simplesmente se apaixona e não consegue mais para de pensar nessa pessoa.


Dias se passam e após ser beijada por uma colega, quando matavam aula para fumar, Adèle se vê perturbada depois de ser rejeitada pela mesma colega que alega ter acontecido um mal entendido. Através do convite de um amigo, Adèle vai à uma danceteria gay. Parecendo perdida, ela resolve sair dali e acaba entrando em um bar somente de mulheres.


Sozinha, ao adentar o bar Adèle logo chama atenção por ser tão nova e por nunca a terem visto ali. É abordada por algumas mulheres que a oferecem bebida, mas ela alega esperar uma amiga. Ao sentar-se no balção uma mulher se senta ao seu lado, puxa conversa. De longe Adèle avista aquela criatura de cabelo azul que ela tinha visto na rua.


Percebendo o embaraço de Adèle com a investida da moça no balcão, eis que a criatura caminha em sua direção, se senta, se apresenta como prima para que a outra moça vá embora e então é quando Adèle conhece Emma (Léa Seydoux), a moça do cabelo azul, aquela que não saía mais da sua cabeça.


Adèle mal podia saber que, desde o momento que seus olhares se cruzaram na rua, sua vida já estava mudando. É naquele cabelo azul que ela vive seu primeiro grande amor. Porém seu martírio estava apenas começando pois Adèle não revelou a ninguém seus desejos e com o desconhecimento de muitos, inclusive de seus pais, ela se entrega por completo a este amor secreto.


Por muitos momentos simplesmente esqueci que se tratava de um tipo de amor que ainda é um tabu em nossa sociedade, o amor homossexual ou a homo afeição, não que eu tenha nada contra, pelo contrário, sou é a favor do amor e pronto! Mas, tirando essa parte que gera tanto preconceito, mergulhei nesse drama de amor e para mim pouco importava se era entre dois homens ou entre duas mulheres, pois gosto mesmo é de romance.


A forma como a história é transformada em imagens, no filme, me fez participar da história como alguém estava espiando, porque a filmagem é feita de muito perto dos personagens que tem hora que parece que vão se beijar. Parecia que eu estava ali como uma mosquinha só filmando.


Em muitos momentos o filme conseguiu me passar uma mensagem de dignidade. Uma dignidade de viver um amor, simples assim como dizer essas palavras. Mas por outros momentos fiquei incomodada dada a crueza de detalhes das relações sexuais que apareceram por muitas vezes nas cenas. Sim, apesar de narrar uma linda história de amor entre Adèle  e Emma, o filme mostra muitas cenas de sexo explícito entre essas duas jovens.

Isso me incomodou como me incomoda em todo e qualquer filme que explora cenas de sexo explícito, acho essa exploração desnecessária e acho que qualquer cena de filme, de novela ou até de uma peça de teatro pode deixar subentendido e deixar por conta da imaginação de cada um.

Meu incômodo é por conta da minha crença de que sexo é coisa séria e coisa muito boa para ser banalizada, devendo, na minha opinião, ser coisa que aconteça entre quatro paredes e com quem se queira.

E acho que tenho o direito de escolher se assisto a um filme pornô ou não. Se eu quisesse assistir um pornô eu teria escolhido um, concorda? Por isso meu incômodo com o filme "Azul é a cor mais quente", porque achei que o filme esteve em uma corda bamba pendendo entre a ternura e a pureza de um grande amor e a pornografia e obscenidade do sexo explícito. E senti que esse filme perdeu uma excelente oportunidade de ajudar as pessoas que têm preconceito com a sexualidade alheia a ver essas diferenças de uma outra forma, uma forma mais delicada e natural como é.

De modo geral eu gostei muito do filme e achei as personagens encantadoras, cada uma a seu modo. Emma com seu jeito despojado, livre, experiente e madura. Adèle meio perdida no início, bem menina e inexperiente vivendo seu amor. Esse filme mexeu muito comigo e conto um pouco melhor disso quando falo do meu fim de semana.

Bem, essa foi a minha tentativa de resenha do filme. Espero não ter contado demais e que tenha despertado seu interesse em assistir se ainda não o fez!

E aí? Já assistiu esse filme? O que achou? Se não assistiu, o que achou do que lhe contei? Aguardo sua opinião!

Beijos, 

Julini

Fonte de informações sobre o filme:

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